Hospital de campanha do Pacaembu recebe primeiros pacientes com COVID-19


Uma das grandes armas para combater a COVID-19 é estar preparado para o número de pacientes que vão desenvolver a doença em quadros mais graves. Por isso, as equipes médicas vêm usando grandes instalações que neste momento estão vazias, como hotéis e estádios, para criar hospitais de campanha. E os primeiros tratamentos nesses locais já começaram nesta semana.

Na capital paulista, os primeiros casos chegaram no final da tarde desta segunda-feira (6), no Estádio do Pacaembu, na Zona Oeste. Até a madrugada, foram recebidos cinco pacientes, em um intervalo de 30 minutos, para que as equipes possam se preparar adequadamente para o transporte e internação de cada um. Segundo a Secretaria de Saúde, 48 pessoas já têm transferência autorizada para o hospital de campanha e até agora 100 doentes de prontos-socorros e UPAs também devem ser encaminhados ao local.

O hospital de campanha do Pacaembu foi erguido sob uma tenda de 6,3 mil metros quadrados, em dez dias, com administração do Hospital Albert Einstein. No total são 520 profissionais atendendo com 200 leitos de baixa e média complexidade, sendo oito especiais para eventuais complicações. O objetivo é liberar as unidades hospitalares convencionais, destinados aos quadros mais graves, principalmente aqueles que precisam das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).


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Hospital de campanha no Pacaembu (Imagem: Reprodução/GOVESP – Fotos Públicas)

Os usuários tratados no hospital de campanha são encaminhados após triagem nas unidades convencionais e, durante recuperação, caso melhorem, são encaminhados para suas casas ou hospitais de referência. Mas se o quadro se agrava, o paciente é levado, então, para um leito de estabilização. Se ainda assim o infectado não melhorar, ele vai para um hospital com recursos de UTI.

Esse atendimento vai aumentar, porque, de acordo com a Prefeitura de São Paulo, mais de 1,8 mil leitos serão colocados no Complexo do Anhembi, na Zona Norte da capital, onde fica o sambódromo.

Rio de Janeiro começa a abrigar idosos em hotéis

Além do tratamento, é preciso também continuar trabalhando bastante na prevenção. Por isso, a prefeitura da capital fluminense passou a disponibilizar quartos de hotéis para idosos que moram em comunidades com muita aglomeração. Agentes comunitários vêm atuando ao lado de assistentes sociais para identificar os perfis mais críticos.

Eles visitam os pacientes cadastrados na clínica da família e encaminham os interessados para a secretaria municipal de Assistência Social, responsável por abrigar os idosos. As visitas começaram na semana passada, na comunidade da Rocinha. O objetivo é reduzir o risco de contágio da população que está no grupo de risco da COVID-19.

Imagem: Reprodução/Prefeitura do Rio

De acordo com o decreto municipal 47296, idosos em residências com maior concentração de pessoas – caso comum em comunidades carentes – poderão ser hospedados em estabelecimentos da rede hoteleira do município, cadastrados pela prefeitura. O serviço de hotelaria, refeições, rouparia e lavanderia ficam disponíveis para os hóspedes da terceira idade, com diárias que não podem ultrapassar R$ 120 — esse valor será pago pela própria administração pública. A rede hoteleira que aderir a essa ação pode também abater tributos.

Três hotéis já estão disponíveis para receber esse programa. Serão hospedadas inicialmente 300 pessoas nessas unidades, na Barra da Tijuca, em Jacarepaguá e na Gamboa. A Prefeitura do Rio agora pretende ampliar esse atendimento, com um total de dez hotéis, que poderiam abrigar 1 mil idosos.

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Fonte Claudio Yuge
Data da Publicação Original: 8 April 2020 | 12:30 am


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