Prévia | Rock of Ages 3: Make & Break une competição, história e destruição


A palavra bizarro pode muito bem acompanhar a saga da franquia Rock of Ages, mas de uma maneira bem positiva. O título que se intitula como um tower defense de corrida arcade, uma definição inusitada por si só, aposta no humor com um estilo bastante peculiar, que chama a atenção pela abordagem da mesma forma que convida a jogar. Afinal de contas, o que diabos é essa pedra gigante com rosto e esse monte de arte grega misturada com diferentes influências culturais em um game multiplayer?

Ganhando cada vez mais espaço justamente com base nessa curiosidade e, também, no seu estilo veloz e com progressão constante, Rock of Ages 3: Make & Break aparece com novidades que expandem uma base que, assim como os castelos que devem ser derrubados a cada partida, soa bastante sólida. A desenvolvedora ACE Team sabe que tem algo precioso nas mãos e, seguindo a música de sua base de fãs, expande a cada versão para se tornar maior, melhor e mais pesado.

 

Em vez de apostar nas ondas de todo tower defense tradicional, a produtora trabalha com um sistema alternado de jogabilidade, no qual o jogador tem que se defender dos ataques dos inimigos e, em outros momentos, atacar as bases do oponente. Só que em vez de minions ou soldados, a grande ameaça é um pedregulho gigante, ou um monte deles, que rolam por um cenário sinuoso que se torna ainda mais desafiador na medida em que o adversário coloca obstáculos.


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Descrever é mais simples do que jogar, e em ambos os lados, a série Rock of Ages apresentou uma jogabilidade desafiadora e única. Afinal de contas, na defesa, os recursos são limitados e o bom posicionamento de estruturas deve não apenas levar em conta a força para interromper o caminho da rocha, mas também diminuir sua velocidade e considerar o estilo do terreno, para que as capacidades de cada unidade não seja desperdiçado.

Do outro lado, há um número limitado de lançamentos e, também, uma barra de energia para a pedra gigante, que ainda deve chegar na mais alta velocidade possível ao portão do castelo de destino, de forma a causar o maior dano. Vence quem se sair melhor nessa equação, que parece muito mais simples descrita aqui do que efetivamente executada.

Rock of Ages 3 traz de volta as bases dos dois games anteriores, mas foca no multiplayer competitivo e na criação de mapas para trazer novidades (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini)

Em games anteriores, a ACE Team já havia mexido em diferentes aspectos desse conjunto básico, seja adicionando estruturas e poderes especiais para as pedras ou incluindo novos modos de jogo. Agora, no terceiro título, faz duas adições que mexem profundamente nas bases de Rock of Ages, permitindo que os jogadores também criem mapas e joguem de forma cooperativa, seja atacando ou defendendo.

Unidos, venceremos (ou não)

A primeira missão disponível na versão prévia a que o Canaltech teve acesso dá o tom da bizarrice de sempre e, também, do foco comunitário do título. Na cutscene de abertura do tutorial, um grupo de homens fica preso dentro da caverna de um ciclope — tudo demonstrado com uma arte de inspiração grega tresloucada e que, de longe, se tornou o aspecto de Rock of Ages 3 mais querido deste que escreve.

As artes de Rock of Ages 3 são o que mais chamam atenção, com um estilo divertido e bonito de contar uma história com nuances bizarras (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini)

Diante da morte certa como jantar da criatura, os personagens se voltam à única coisa que têm: um rebanho de ovelhas que, ao melhor estilo Katamari Damacy, se transformam em uma bola gigante para liberar a entrada. Ali, o jogador aprende as bases do ataque a fortalezas e também o inverso, como obstáculos podem reduzir a velocidade do pedregulho ou invalidar uma corrida completa ao lançar o objeto para fora do mapa.

Então, o jogador pode seguir para a jogatina cooperativa, e é aí que as coisas começam a se multiplicar um bocado. A ideia de que quatro bolas gigantes estarão no mapa simultaneamente maximiza o poder de destruição, compensado pela maior quantidade de estruturas pelo mapa, mas, ao mesmo tempo, adiciona um novo elemento: a cooperação e a coordenação entre os jogadores.

Afinal de contas, os pedregulhos também podem colidir entre si e atrapalharem o progresso tanto quanto as próprias unidades de defesa. Entram em jogo, por outro lado, diferente tipos de atacantes, com direito a uma simpática roda de queijo que se tornou o mascote da divulgação de Rock of Ages 3 e, por ser mais fino, tem menor poder de ataque, mas também é capaz de passar com mais facilidade pelas fases.

O posicionamento de estruturas e a movimentação pelo cenárioo, em mapas criados ou não, continuam sendo os mecanismos de ataque e defesa em Rock of Ages 3 (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini)

Estágios estes que, aliás, também podem ser criados pelos jogadores e representam um desafio a mais na jogabilidade. As arenas ficam disponíveis tanto no modo multiplayer quanto para quem joga sozinho, e novamente, podem trazer novas formas de se aproveitar o título, levando sua forma adiante e cobrindo todas as bases.

O melhor de tudo é que a forma de encarar o game, no final das contas, fica nas mãos do jogador. Com exceção do básico, ou seja, defender e atacar (ou os modos extras que exigem precisão na pilotagem, por exemplo), aproveitar todo o restante vai do gosto e disposição de cada um, já que é possível jogar contra apenas um jogador no competitivo, se unir a mais três no cooperativo ou, simplesmente, aproveitar a campanha e sua arte que merecia um texto por si só.

Rock of Ages 3: Make & Break é um daqueles jogos que entregam exatamente o que o título informa e, mais do que isso, apresentam uma ideia diferente e curiosa que, em sua terceira iteração, ainda soa como fresca e interessante. O jogo é distribuído pela Modus Games e, como dito, chega em 2 de junho para PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

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Fonte Felipe Demartini
Data da Publicação Original: 7 April 2020 | 2:00 pm


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