Qual é o melhor Tony Hawk's Pro Skater de todos?


Tony Hawk’s Pro Skater está de volta! O recente anúncio de uma dupla de remasters dos dois primeiros jogos da mais reconhecida franquia de jogos de skate dos videogames trouxe um ar de orgulho para saudosistas de plantão, haja vista que a série acompanhou o crescimento adolescente de muitos que hoje são gamers adultos.

É bem verdade que a icônica série não vinha lá muito bem das pernas nos últimos anos, e todos nós sabemos que, a exemplo da manobra “The 900º” que tornou Tony Hawk famoso mundialmente, muitos erros vieram para que a série tomasse a percepção de ícone cult dos videogames como a temos hoje.

Assim sendo, o Canaltech elencou os 10 jogos mais memoráveis — para o bem e para o mal, do pior para o melhor — de Tony Hawk’s Pro Skater. Confira abaixo qual é o melhor Tony Hawk’s Pro Skater de todos.


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10. Tony Hawk’s Downhill Jam

O que os desenvolvedores estavam pensando quando decidiram misturar elementos de corrida e manobras de skate? Algum desses executivos já subiu num skate antes? Não é sobre ser o mais rápido, mas sim o mais radical e eficiente em suas manobras.

Essa percepção tão óbvia passou longe da mentalidade dos estúdios Toys 4 Bob, o mesmo por trás das adaptações gamer da animação Madagascar. E rapaz, como eles erraram a mão: lançado em várias plataformas, a empresa relegou modos de jogo inteiros a apenas algumas delas. Por exemplo: um desafio de pontuação mais alta existia no PlayStation 2, mas não no Nintendo Wii e DS, que contavam com um exclusivo modo de história onde o grupo de Tony Hawk enfrentava o grupo de “Antonio Segul” (como em “seagull”, a palavra em inglês para “gaivota”, porque “Hawk” também se traduz para “Falcão”, entenderam? Curtiram? É, nem a gente).

Essa abominação de jogo é o equivalente virtual do “tiozão do skate park”: não anda, não sobe no skate, mas fica por perto rondando, xingando e agindo como se fosse parte dos entusiastas do esporte. Ele não é. Downhill Jam é tido até hoje como um dos piores jogos de toda a franquia, com gráficos muito aquém do esperado e jogabilidade bagunçada, que não fazia o uso mais eficaz dos sensores de movimento do Wii. Se você não o conhece, sugerimos que continue na ignorância. Aqui, ela realmente é uma bênção.

 

9. Tony Hawk’s RIDE

Pense rápido: o que uma franquia de jogos que vê inúmeros periféricos sendo incorporados nos consoles enquanto ela própria há anos não sai do básico vai fazer? Ora, anunciar um jogo de skate com uma prancha física como controle, óbvio! Essa era a premissa de Tony Hawk’s RIDE, um jogo que, estranhamente, o próprio TH defende com unhas e dentes como “inovador”, mas, na verdade, acabou sendo bastante excludente.

Isso porque o periférico — quando decidia funcionar corretamente, claro — era mais útil para quem já tivesse a noção de como se anda de skate. Não por menos, nomes como Bucky Lasek, o brasileiro Bob Burnquist e o próprio Tony Hawk vieram a público para defender isso, mas assim como Guitar Hero não buscava te ensinar a tocar guitarra igual a Steve Vai, RIDE não faria de você o próximo campeão dos X-Games.

Isso falando especificamente de seu problema principal de não funcionar a contento para jogadores que fossem mais casuais no mundo do skate. Adicione a isso controles bem bagunçados e um excesso de movimentações da prancha para executar até a mais simples das manobras, e você tem aqui um dos piores jogos de toda a franquia.

 

8. Tony Hawk’s Pro Skater 2X

Depois de anos sem lançar um único título, a franquia Tony Hawk’s Pro Skater resolveu reaparecer com 2X, e olha, era melhor não ter aparecido. No papel, era uma ótima ideia: uma espécie de relançamento atualizado que funcionava como coletânea dos dois primeiros excelentes jogos e elementos do terceiro jogo da marca para uma nova geração de jogadores e consoles mais atualizados.

O resultado, porém, foi completamente o oposto: mesmo sendo lançado depois e, teoricamente, para um público mais experiente, 2X conseguiu entregar uma mecânica pior que a dos jogos originais, com controles pouco responsivos, com um atraso considerável entre a inserção do comando e sua execução na tela, além do visual que, embora aprimorado em relação ao material original, ficava bem abaixo do esperado, considerando que o jogo saiu para o primeiro Xbox — possivelmente, o seu único acerto no meio de tantos erros.

 

7. Tony Hawk’s Project 8

Aqui temos o oitavo jogo da franquia, cronologicamente falando, e, embora relativamente divertido, ainda não conseguiu apelar ao público cativo de seus jogos anteriores. As razões para isso são simples: a primeira, é que ele era mais do mesmo. Não teve muita evolução dos conceitos aplicados de seus predecessores, mas conseguia ser pior em sua mecânica, com controles meio estranhos e queda de taxa de quadros inexplicável. A segunda era a ausência de um componente online, algo imperdoável para um jogo que saiu na época em que o PSP, o PlayStation 2 e o PlayStation 3 estavam no auge.

Não era um jogo exatamente “ruim”, mas Project 8 veio após um bom tempo de hiato da franquia, e tal qual um CD de uma banda que leva uma década para ser lançado e, quando chega, é aquela coisa sem um gosto especial, esse jogo poderia ter um carinho melhor por parte de seus desenvolvedores.

 

6. Tony Hawk’s Pro Skater

Finalmente, aquele que começou tudo: lançado em setembro de 1999, Tony Hawk’s Pro Skater chegou em várias plataformas, mas foi nos dois maiorais da época — o PlayStation e o Nintendo 64 — onde ele encontrou o sucesso.

Saudosistas vão se lembrar como se fosse hoje: anteriormente inédita nos videogames, a temática dos skates foi introduzida da melhor forma possível no mercado, com controles funcionais, uma boa variedade de skatistas reais para serem escolhidos, uma série de atividades que fazia você ir e voltar entre os muitos níveis disponíveis, mapas expansivos e um fator replay absurdamente alto, comparado apenas ao apelo de partidas multijogador local com tela dividida. Adicione a isso os visuais bem primorosos para a época e segredos insanos que traziam zero sentido, mas 100% de diversão.

Tony Hawk’s Pro Skater foi o que começou tudo, e nós agradecemos muito por isso até hoje.

 

5. Tony Hawk’s Pro Skater 2

Se o primeiro foi excelente, o segundo o superou em todas as expectativas: Tony Hawk’s Pro Skater 2 pegou o que havia de melhor em seu predecessor e melhorou muito, além de incorporar novidades que o lançamento anterior não tinha, como um modo competitivo e outro onde você criaria o seu próprio skatista.

Sobre este segundo, aliás, ele era uma primazia com um pé no realismo, já que se ambientava em um cenário de competição promocional similar ao que se vê nos X-Games: uma pista fechada onde o foco é a execução sequenciada de manobras em busca de pontos. Você tinha até a execução de cinco baterias onde cada uma era avaliada por um juiz diferente, com as duas notas menores descartadas, não muito diferente das competições profissionais até hoje.

Mais além: controles ainda mais fluídos e responsivos, uma trilha sonora invejável e um elenco ainda maior de skatistas para se escolher, e Tony Hawk’s Pro Skater 2 é tudo o que uma sequência deveria ser.

 

4. Tony Hawk’s Proving Ground

Esse é o que você deveria ter sido, Project 8! Tony Hawk’s Proving Ground é um dos jogos que, visualmente falando, estava abaixo do que se esperava no PS3 e Xbox 360, mas bem evoluído considerando que ele saiu também para a geração anterior de consoles. Aqui, o modo história não é o principal atrativo do jogo (outros à frente em nossa lista fizeram isso melhor, aliás), mas a trilha sonora com generosas 54 músicas licenciadas de nomes como Beastie Boys, The Clash, Sex Pistols, Smashing Pumpkins, Nirvana, Rolling Stones e vários outros é que dava o deleite de uma partida envolvente e imersiva.

Sua única falha foi a introdução de um modo que permitia ao jogador criar o seu próprio skate park durante uma partida já em curso. Não entenda mal: o exercício da criatividade do jogador no aspecto de design de fases é bem interessante e vários jogos se beneficiaram muito disso, mas em uma franquia conhecida por encadear manobras sucessivas e um gameplay mais rápido, você ter de parar o jogo para ajustar rampas meio que foi algo que deixou a desejar.

 

3. Tony Hawk’s Underground

Underground foi o primeiro jogo da franquia Tony Hawk’s a introduzir um elemento narrativo em sua progressão. Aqui, o principal charme é o seu modo para um jogador, que colocava você na pele de um skatista de bairro que buscava o estrelato no cenário competitivo internacional.

A história em si era divertida, porém relativamente clichê. O real sucesso ficou para as mecânicas introduzidas por causa dela: pela primeira vez, você conseguia descer do skate alguns instantes para percorrer cenários amplos, desde regiões suburbanas até parques internacionais. Havia toda uma introdução narrativa a alguns objetivos e até uma rivalidade clássica para apimentar as coisas. No meio de tudo isso, a mecânica já consagrada da franquia, uma trilha sonora impecável e vários skatistas famosos interagindo com o seu personagem.

 

2. Tony Hawk’s Pro Skater 3

A terceira edição cronológica da franquia Tony Hawk’s não é necessariamente uma evolução generalizada do já excelente predecessor. Mas foi neste jogo que a franquia inaugurou conceitos de partidas online, além de estabelecer o conceito do “reverse”, uma função a ser executada durante uma manobra para que você encadeasse um movimento mais manual e, em seguida, emendasse outra manobra, e outra, e mais outra… você entendeu.

Isso abriu um forte ponto de atração por jogadores fanáticos por grandes números: enquanto partidas nos jogos anteriores raramente chegavam a seis dígitos, Tony Hawk’s Pro Skater 3 trouxe lunáticos que batiam sete números corriqueiramente. Há relatos no YouTube — claro, com suspeitas de hack, mas nada efetivamente comprovado — de até oito dígitos de pontuação, em combinações absurdas de manobras.

Finalmente, este jogo mantém-se até hoje com uma pontuação perfeita na maioria das análises da imprensa especializada, bem como com a honraria de ser o mais bem pontuado jogo de PlayStation 2 da história de alguns sites bem grandes do mercado.

 

1. Tony Hawk’s Pro Skater 4

O melhor de todos os Tony Hawk’s em nossa opinião é aquele que soube introduzir todos os elementos da série em um pacote que ligava tudo de forma coesa e fluída. Embora seu predecessor direto tenha inaugurado a jogatina online, foi apenas aqui que os jogadores puderam ter um real sentimento de competição, com partidas multijogador de até oito participantes, todos competindo ao mesmo tempo em manobras insanas.

Tony Hawk’s Pro Skater 4 ainda introduziu uma mecânica simples chamada de “skitching”, que basicamente consistia do skatista pegar uma carona no para-choque traseiro de um carro. Parece um recurso bobo, mas isso acabou abrindo caminho para novos tipos de missões, como lançar-se o mais alto que pudesse depois de “pegar embalo” na traseira de um automóvel.

Tudo aqui funciona em perfeita harmonia, o que torna essa uma escolha até óbvia para o nosso primeiro lugar.

 

Menção honrosa: Tony Hawk’s American Wasteland

Todos os jogos da franquia Tony Hawk’s se apresentavam com uma mecânica similar: fases separadas que efetivamente eram “caixinhas fechadas”. American Wasteland foi o primeiro a se livrar dessa ideia e estabelecer preceitos de mundo aberto. O jogo se ambienta em uma representação semifiel da cidade de Los Angeles, com regiões e personagens variados lhe conferindo objetivos e missões. É uma premissa bem similar aos RPGs de mundo aberto, mas com uma pegada mais esportiva e sem “subir de nível”. Da forma como se apresentou, American Wasteland tornou-se um dos jogos mais lembrados dos fãs da marca.

 

E esse shape descascado aí, irmão?

Por certo, como em toda lista que produzimos, não temos como trazer uma unanimidade. Por isso, passamos a bola para você, leitor: você concorda ou discorda do ranking? Qual é o melhor Tony Hawk’s Pro Skater de todos em sua opinião? Os comentários estão abertos, então aproveite para nos contar o que você acha!

Leia a matéria no Canaltech.


Fonte Rafael Arbulu
Data da Publicação Original: 20 May 2020 | 12:19 pm


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