Softwares Pagos: Por que grandes empresas costumam utilizá-los?


Olá Web Developers! Muitos já se perguntaram por que grandes empresas costumam utilizar softwares pagos se hoje em dia existem tantas opções gratuitas de qualidade. Afinal, isso não reduziria os custos, aumentando o lucro?

Atualmente muitas empresas estão começando a migrar para soluções gratuitas sim, e inclusive estão apoiando organizações responsáveis por softwares gratuitos. Um exemplo é o Blender, software de modelagem 3D que tem assistência de empresas como AMD, nvidia, Epic, Ubisoft, Intel, Adidas e Google.

Apesar disso, muitas empresas ainda utilizam softwares pagos que possuem ótimas opções gratuitas. Há vários motivos para isso acontecer, então vamos conhecer as principais causas.

O Suporte oferecido por softwares pagos

Nenhum software está livre de bugs. Ou seja, é comum que em algum momento algum problema ocorra.

Em um software gratuito, caso você reporte um erro, terá que esperar a correção e lançamento da nova versão. Dependendo do software pode levar mais de um mês. Porém, empresas com projetos grandes, onde milhões estão sendo investidos, não possuem esse tempo para esperar, precisam de uma solução urgente. Em outras palavras, pagar por um software que te dê suporte é algo vantajoso nessas ocasiões.

Eu mesmo já tive um caso em que uma biblioteca gratuita tinha um pequeno problema que impediria que entregássemos o produto ao cliente. Migrar para uma biblioteca paga que não tinha esse problema me tomou um dia inteiro de trabalho. Mesmo que pareça tempo desperdiçado, não foi. A equipe da biblioteca gratuita me enviou um email sobre a correção do problema e lançamento da nova versão. Porém, isso foi apenas duas semanas depois. Portanto, ganhamos tempo migrando para a biblioteca paga e evitamos outros problemas.

Eu também já tive problemas com softwares pagos. Porém, as equipes de suporte normalmente me indicavam soluções temporárias para que meu trabalho não ficasse parado enquanto eles resolviam o problema. Depois disso, normalmente o bug era arrumado e lançavam a solução em poucas horas, no máximo no dia seguinte.

Do mesmo modo existem softwares que possuem versões gratuita e paga. Obviamente que a versão paga oferece vantagens, a fim de oferecer funcionalidades extras ou serviços. Dependendo das necessidades da empresa que vai utilizar o software, pagar por esses benefícios vale a pena.

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O Tamanho da Comunidade

O tamanho da comunidade para qualquer software é muito importante. Isso não só para o seu desenvolvimento, mas também para que as pessoas aprendam a utilizá-lo. A razão disso é porque quanto mais usuários um software tem, mais material há na Internet para estudarmos, portanto há mais facilidade na entrada de novos usuários.

Em conclusão, quando uma empresa precisa realizar um trabalho, escolher um software pouco utilizado dificulta a contratação de pessoas.

Incerteza no Futuro de Softwares Gratuitos

Muitas pessoas se perguntam como um software gratuito pode gerar receita para alguém. De fato há várias maneiras de lucrar, mas isso pode passar uma certa insegurança para algumas empresas que cogitam em utilizar tal software.

Só para exemplificar, mesmo empresas grandes, como o Google, já cancelaram aplicações que eram gratuitas por falta de usuários. Então, qual a segurança que você teria utilizando um software gratuito de uma empresa menos conhecida? Será que ele pode ser cancelado? Será que teremos atualizações constantes com novas funcionalidades e correção de bugs por muito tempo?

Por exemplo: o Medibang Paint, que utilizo para fazer ilustrações, conta com uma rede social onde você pode compartilhar seus trabalhos e um serviço na nuvem para guardar seus projetos e continuar trabalhando neles de outro computador ou dispositivo móvel. Tudo isso é gratuito.

Se acaso a Medibang concluísse que não está sendo mais vantajoso disponibilizar esse armazenamento em nuvem gratuito e cancelá-lo, você teria que fazer o download de todos os seus trabalhos e procurar outro lugar para salvá-los.

Pensando nessa possibilidade de inesperadamente algum software ou serviço parar de existir, empresas vão preferir um serviço pago e mais famoso, como a Creative Cloud da Adobe. Ou seja, o fato do serviço ser pago e muito utilizado passa mais segurança, fazendo com que pensem que é um serviço que dificilmente será cancelado por dar dinheiro à empresa.

Compatibilidade entre formatos de arquivos

A compatibilidade entre formatos de arquivos gerados por softwares também é importante na hora da escolha.

O Medibang Paint gera um arquivo do tipo .mdp. A saber, você só vai utilizar esse tipo de arquivo nele mesmo.

Ao mesmo tempo, se você utilizar o PhotoShop, que gera arquivos .psd, terá mais compatibilidade com outros softwares. Não apenas nos softwares da Adobe como Illustrator, Premiere, After Effects, etc, mas também em outros. O Unity, engine para desenvolvimento de jogos, possui uma funcionalidade para animações 2D que funciona apenas com arquivos do PhotoShop. O próprio Medibang Paint consegue abrir arquivos .psd também, além de outros programas como Gimp e Krita.

Então você acaba economizando o trabalho de ficar convertendo seus arquivos para um formato que possa ser utilizado em outro software. Esses formatos de arquivos compatíveis em vários lugares normalmente são de softwares pagos, que é provável que façam parte de uma suíte de aplicativos como a Adobe Creative Suite e Microsoft Office.

Produtividade

A produtividade também pode ser algo a favor dos softwares pagos. Claro que isso vai depender muito do software em questão e da sua necessidade.

Eu utilizo o Blender para modelagem 3D, que é gratuito. Porém, nunca testei outros softwares para esse fim. Em minhas pesquisas sobre produtividade, comparando o Blender com softwares pagos como Autodesk Maya e ZBrush, normalmente vejo pessoas com experiência nesses três softwares dizendo que todos são bons e que é possível fazer um trabalho com a mesma qualidade em todos eles.

Porém, esses profissionais costumam dizer que no Blender algumas coisas possuem passos adicionais, e que no Maya e ZBrush tal trabalho seria mais simples e rápido.

Eu também já tive essa sensação de que em alguns softwares gratuitos, fazer certas tarefas é mais trabalhoso do que num software pago. Tive essa experiência ao usar o Gimp no lugar do PhotoShop, Inkscape no lugar do Moho, Google Docs no lugar do Microsoft Word, Chart.js no lugar do Highcharts, Medibang Paint no lugar do Clip Studio Paint, etc.

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Qualidade do software e seus resultados

Existem softwares gratuitos de ótima qualidade. Eu utilizo vários que nem me fazem sentir falta de softwares pagos. Porém, alguns possuem certos detalhes que não funcionam tão bem.

Há softwares gratuitos de edição de imagem que não geram uma imagem com a mesma qualidade que o PhotoShop gera. Também há softwares que funcionalidades simples podem falhar, travar, quebrar, causar comportamentos estranhos, etc.

Há momentos que eu tenho problemas em mudar a posiçao das camadas de objetos no Inkscape, e já testei outras versões em MacOS, Windows, Linux, e o problema é o mesmo.

Falta de Conhecimento e Preconceito

Muitas vezes a escolha por um software pago também pode estar ligado a algo bem simples: a falta de conhecimento de opções gratuitas.

Outra coisa ligada com a falta de conhecimento é o preconceito em relação a softwares gratuitos. Infelizmente muitas empresas ainda consideram que certos softwares são de baixa qualidade apenas por serem gratuitos.

Layout de Softwares Gratuitos

O layout de um software não está ligado à sua qualidade, mas isso influencia em seu marketing e aquisição de novos usuários.

Eu adoro trabalhar com o Inkscape e sei que sua interface pode ser customizada. Mas se alguém olhar sua interface ao instalar ou como é mostrada em vários tutoriais pela Internet, irá pensar que ele não é atualizado há uns 15 anos.

Interface do Inkscape

Veja também nosso post onde mostro como começar com SVG utilizando o Inkscape.

Então, o layout de um software pode influenciar a decisão de uma pessoa que não o conhece ainda, pois ele pode parecer bagunçado ou velho.

Licença de uso de softwares gratuitos

Há softwares que só são gratuitos até certo ponto. Por isso é importante conhecer a sua licença.

Um exemplo é o Unity, motor de desenvolvimento de jogos. Você pode utilizar a versão gratuita caso sua empresa ganhe no máximo $100.000 dólares por ano. A partir disso você precisa pagar por uma licença.

Também há softwares que permitem que você utilize a versão gratuita apenas para fins pessoais, educacionais ou não comerciais. Um exemplo disso é o Highcharts, biblioteca para criação de gráficos utilizada por empresas como Facebook, Twitter e várias outras presentes na lista das 100 maiores companhias do mundo. Caso você queira utilizá-la comercialmente, terá que pagar uma licença.

Também há softwares de código aberto em que a licença diz que você só pode utilizá-lo caso você também deixe o código da sua aplicação disponível para todos sob a mesma licença. Isso pode não ser interessante para muitas empresas, que acabam preferindo utilizar uma solução paga ao invés de disponibilizar o código de seus programas.

Então vimos aqui vários motivos que podem influenciar na escolha entre um software gratuito e um pago. Para uso individual ou pequenos projetos, vários desses motivos não são tão pertinentes. Porém, para grandes projetos e/ou grandes empresas, o uso deles ainda pode fazer muito mais sentido.

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Fonte Akira Hanashiro
Data da Publicação Original: 6 May 2020 | 1:58 pm


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