Evitando o novo coronavírus, clube erótico organiza orgias virtuais pelo Zoom


Nem mesmo o avanço da pandemia global trazida pelo SARS-CoV-2 e a COVID-19 está impedindo as pessoas de fazerem sexo e realizarem suas fantasias sexuais. Prova disso é o Killing Kittens, um clube erótico com cerca de 160 mil membros espalhados pelos Estados Unidos e Europa e que é mundialmente conhecido por organizar sex parties, ou seja, eventos recheados de orgias e sexo de todos os tipos, feitios e tamanhos (trocadilho totalmente intencional).

Entretanto, reuniões do tipo envolveriam violar quarentenas impostas por governos em resposta ao novo coronavírus, o que levou a fina instituição a apostar no ambiente virtual. Em entrevista ao Insider, a fundadora do clube, Emma Sayle, disse que está promovendo “orgias virtuais” por meio do app de videochamadas Zoom, com a primeira tendo acontecido em 27 de março.

“É uma ‘festa virtual caseira’ de duas horas”, afirmou a empreendedora na entrevista veiculada antes da ocasião. “Obviamente, não haverá uma orgia real acontecendo, mas será algo adulto, teremos muita nudez e lingerie exibidas na tela e pessoas desafiando umas às outras a fazerem certas coisas”. Segundo Sayle, a festa em si contaria com “um show burlesco, banhos e banheiras, uma jaula, artistas pirotécnicos e 100 membros mascarados. Todos estarão vestidos para impressionar, e a festa será distribuída em 55 telas”.


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Uma publicação compartilhada por Killing Kittens (@killingkittens_) em 20 de Mar, 2020 às 11:40 PDT

Naturalmente, não temos imagens da festa em si, mas uma busca rápida na internet revelou alguns detalhes: o evento era exclusivo para membros, que pagaram cerca de US$ 25 cada (pouco mais de R$ 139 na cotação de hoje) — um valor módico se comparado aos costumeiros US$ 312 cobrados em situações normais (R$ 1.742,36). Na condução da festa em si, as mesmas regras das orgias presenciais foram aplicadas: mulheres teriam prioridade nas abordagens a outras mulheres e todos os membros deveriam respeitar os limites preestabelecidos pela outra pessoa — ou arriscarem não apenas a expulsão das salas virtuais, mas terem suas associações de membro do clube canceladas sem reembolsos.

Girl Power?

O Killing Kittens é mundialmente conhecido pelas festas proibidas para menores que organiza. Baseado em Londres, na Inglaterra, o clube se posiciona como “pró-mulher” e toda a linguagem de seu site oficial apresenta um discurso que aponta para essa finalidade: “O KK é um grupo de empresas que empodera mulheres para que elas façam conexões sociais, sexuais, românticas e profissionais. Nós criamos experiências, tanto online como offline, que inspiram a próxima geração de mulheres independentes”, diz o slogan no site do clube.

Por “grupo”, a empresa remete a várias de suas propriedades: além do Killing Kittens, que dá nome à empresa, o KK Group também é dono do app SafeDates, que permite que você compartilhe um encontro, com horários definidos para começar e terminar, com seus contatos para fins de segurança; o Kitten’s World, um marketplace de roupas e acessórios da marca; a Sistr, uma plataforma de networking profissional voltada às mulheres e, finalmente, o blog pessoal da fundadora Emma Sayle, que contém o portfólio da empresária.

Leia a matéria no Canaltech.


Fonte Rafael Arbulu
Data da Publicação Original: 24 April 2020 | 3:12 pm


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